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Como melhorar a segurança digital na sua empresa?

Como melhorar a segurança digital na sua empresa?

Para melhorar a segurança digital contra eventuais ameaças e assegurar a integridade e a continuidade da operação dos negócios é necessária a implementação de ferramentas, políticas e outros recursos para a proteção e sigilo dos dados corporativos.

 

A era digital chegou trazendo mais agilidade, mobilidade e fluidez para as empresas. Ao mesmo tempo, a maior disposição de informações vulnerabilizou dados, aumentando os riscos de ataques digitais ou falhas de sistema. Para evitar essas ameaças, a segurança da informação é essencial para todo departamento de TI.

O trabalho remoto, tendência acelerada com a pandemia da covid-19, fez com que muitas empresas percebessem as vantagens de digitalizar e automatizar processos. E com o aumento do uso de computação em nuvem e automação, além da implementação da LGPD, lideranças de TI veem agora a necessidade de um plano de segurança robusto e eficiente.

Preparamos para você algumas reflexões para levar em conta na hora de fazer o planejamento de segurança da informação da sua empresa.

Qual é a importância da segurança digital para as empresas?

Toda empresa possui dados sensíveis que, em mãos erradas, podem resultar em prejuízos, que vão de crises de imagem à falência. Por isso, proteger os locais onde esses dados são armazenados e por onde circulam é tão importante.

Com processos cada vez mais digitalizados, os riscos de ataques cibernéticos aumentaram e não devem ser negligenciados. Uma boa estratégia de segurança digital blinda a empresa de ataques, vazamentos, falhas tecnológicas e humanas.

É como adotar medidas de prevenção a incêndios em um edifício. É necessário instalar portas corta-fogo, extintores, sinalização para saídas de emergência etc, além de treinar as pessoas que frequentam o edifício, para que saibam utilizar esses recursos.

Para realizar um bom planejamento de segurança da informação para sua empresa, é preciso levar em consideração as três camadas envolvidas nos processos tecnológicos: física, lógica e humana.

Física

Diz sobre toda a parte de hardware e instalações físicas da empresa. Além da manutenção dos equipamentos, deve-se pensar na proteção dessa dimensão contra desastres naturais, incêndios e acesso não autorizado, além de roubos e furtos.

Lógica

Esse aspecto relaciona os softwares utilizados. Sua proteção passa pelo uso dos vários recursos de segurança digital, como antivírus, firewalls, proxies etc.

Humana

A camada humana está relacionada aos usuários da rede e dos sistemas da empresa. É uma dimensão que exige treinamentos e o desenvolvimento de uma cultura organizacional que valorize a segurança.

Que princípios regem a segurança digital?

A segurança digital é construída sobre três pilares, que devem, ao mesmo tempo, ser protegidos e sustentar a Política de Segurança da Informação da empresa. Esses três princípios, confidencialidade, integridade e disponibilidade, garantem a proteção dos dados e também das pessoas responsáveis por eles.

Na prática, as ações que visam a segurança digital normalmente têm relação direta com um ou mais desses pilares. Assim, o uso de uma ferramenta de criptografia, por exemplo, é associado imediatamente à confidencialidade, mas também pode ser relacionado à integridade, visto que impede o acesso de pessoas não autorizadas para realizar alterações em um documento.

Entenda por que cada um deles é essencial para manter a segurança digital eficiente e quais são as particularidades de cada princípio:

Confidencialidade

Esse pilar tem sido muito discutido nos últimos meses devido à LGPD, e trata da preservação da privacidade de informações sensíveis ou confidenciais, seja de indivíduos ou da empresa.

De acordo com esse princípio, a segurança digital deve garantir que os dados dessa natureza só sejam acessados por pessoas autorizadas para tal.

Integridade

Não basta assegurar a privacidade dos dados. Para a segurança digital, também é preciso garantir que uma informação não foi alterada, violada ou sofreu qualquer interferência não autorizada e registrada.

Para isso, o princípio da integridade visa garantir a consistência, a precisão e a confiabilidade de dados e sistemas. É esse princípio também que baseia os recursos de autenticação e certificação digitais, por exemplo.

Disponibilidade

Por fim, o terceiro princípio da segurança digital diz respeito à possibilidade de acesso aos documentos a qualquer momento de qualquer lugar, desde que por pessoa autorizada.

Apesar de, à primeira vista, parecer pouco relacionado à “segurança”, a disponibilidade deve ser assegurada de forma controlada, sem riscos de acesso por pessoas não autorizadas ou vazamentos. A informação deve estar disponível para e apenas para aqueles que podem acessá-la.

Assim, o princípio da disponibilidade permeia recursos como o controle de acesso e a segurança de senhas. É também pela disponibilidade que se deve “equilibrar” os recursos de autenticação e a velocidade para acessar um documento, por exemplo.

Quais são os riscos de segurança digital?

Ao falarmos de segurança da informação, muitas pessoas logo pensam em softwares maliciosos, como vírus. Com novos tipos surgindo todo dia, vírus e malwares devem ser considerados seriamente, mas não estão sozinhos.

O phishing, por exemplo, é uma das principais estratégias de ataque, junto à engenharia social. Ambos atraem o usuário com um assunto de interesse para um link ou download duvidoso, que libera o acesso do malware ao dispositivo.

E não se engane! As técnicas dos bandidos estão cada vez mais sofisticadas, com emails, sites e anúncios publicitários extremamente convincentes e parecidos com peças legítimas.

Ataques DDoS e ransomwares também são ameaças graves à segurança da informação nas empresas, podendo impedir o acesso a dados e serviços. Negligenciar esses riscos pode levar a perda de dados, vazamento de informações confidenciais e prejuízo financeiro.

No caso do DDoS (Distributed Denial of Service), o objetivo é criar um tráfego artificial exagerado, gerando instabilidade e até a queda do sistema. Os momentos de instabilidade abrem brechas na segurança e deixam o caminho livre para os ataques.

O ransomware, por sua vez, é uma forma de sequestro de informações, no qual o hacker bloqueia o acesso da empresa aos dados, sob a promessa de liberá-los após o pagamento de um “regate”.

Além dos ataques cibernéticos, existem ainda outros riscos do “mundo físico”. A política de segurança digital também deve levar em conta a proteção da infraestrutura de TI, seja contra roubos, incêndios ou outros danos possíveis.

Sua empresa está protegida das ameaças de segurança da informação?

Os desafios de segurança digital no trabalho remoto

Ter dispositivos portáteis como laptops e tablets roubados, por exemplo, pode se tornar mais comum com o aumento da adesão ao trabalho remoto. Profissionais que trabalham de qualquer lugar, como restaurantes, hotéis ou aeroportos, por exemplo, circulam com seus equipamentos por lugares mais vulneráveis.

Criptografia e backups periódicos são recursos importantes para resgatar dados no caso de perda ou roubo de dispositivos eletrônicos. Além disso, é importante que os profissionais saibam as primeiras providências de segurança a tomar em caso de um incidente.

Outro aspecto a ser considerado com o crescimento da adesão ao trabalho remoto é a exposição de informações em ambientes não seguros. É importante que profissionais que realizam reuniões em videoconferência, por exemplo, tenham consciência do ambiente em que estão, para que dados sigilosos não sejam expostos a ouvintes ao redor.

Por fim, para que a rede corporativa não fique exposta a ataques e invasões devido ao uso de conexões de internet inseguras, os recursos de segurança digital corporativa devem ser planejados levando em consideração o trabalho remoto com uso de redes domésticas e/ou públicas.

Como planejar a segurança digital da empresa?

Algumas medidas e boas práticas ajudam a gestão de TI a planejar estrategicamente a segurança digital da empresa. Essas ações podem ser seu diferencial para que a segurança do seu negócio seja realmente sólida e eficiente, cobrindo todos os riscos e ameaças.

Planeje uma estrutura integrada e sistêmica

Considerando as três camadas e os três pilares que envolvem a segurança digital, é preciso realizar um levantamento da rede utilizada pela empresa e todos os dispositivos a ela conectados. Esse mapa é o ponto inicial para seu planejamento.

Com a relação de hardwares e softwares em mãos, é importante analisar usuários e o tipo de acesso necessário a cada um para realizar suas funções, além das necessidades específicas de cada departamento.

Os recursos de segurança se complementam na proteção da rede e dos dados da empresa. Um túnel de informações garante que os dados trafeguem criptografados e mais protegidos pela rede corporativa. O uso de firewalls, antivírus e proxies também é essencial para garantir bloqueios e regras que evitam vulnerabilidades.

A infraestrutura de TI da empresa deve ser planejada de forma integrada, robusta, com processos otimizados. Quanto mais estratégica e sistêmica é a visão da gestão de TI, mais eficiente será o seu desempenho.

Implemente uma Política de Segurança da Informação

Uma PSI nada mais é do que o documento que vai reunir todos os padrões, normas, práticas e diretrizes para a utilização da infraestrutura de TI da empresa.

Além de padronizar procedimentos e mitigar riscos, a Política de Segurança da Informação prevê e mensura respostas a incidentes e estrutura os protocolos de punições para possíveis desvios de conduta entre profissionais da empresa.

Adote o controle de acessos

O controle de acesso exerce vários papéis dentro da função da segurança digital.

O primeiro e mais óbvio é o controle de quem deve ou não ter permissão para visualizar ou trabalhar com determinado documento. O ideal é que cada profissional tenha acesso apenas ao que é exigido para o seu trabalho, dificultando invasões e acessos não autorizados.

O controle de acesso também pode restringir o uso de emails pessoais, redes sociais e outros sites que não dizem respeito às funções profissionais da pessoa e que, se liberados, poderiam significar uma perigosa porta de acesso para ataques cibernéticos.

Além disso, o controle de acesso ajuda na gestão de pessoas, onde o registro de quem acessou determinado documento ou site pode ser útil para determinar a responsabilidade sobre uma falha de segurança, por exemplo.

Por fim, se uma pessoa não pode “passear” livremente pela internet ou mesmo pelos documentos da empresa, as chances de se distrair com divergências das próprias tarefas diminuem. Ou seja, o controle de acesso também pode contribuir para a concentração e produtividade no trabalho.

Conte com ajuda especializada

Um planejamento de segurança digital bem implementado depende de conhecimento específico, dedicação e uma boa dose de experiência. Contar com um parceiro de TI especializado pode ser a melhor maneira de alcançar resultados mais satisfatórios.

Um bom parceiro de TI é capaz de proporcionar um planejamento robusto da segurança digital da sua empresa, além de monitoramento da rede corporativa e suporte de uma equipe especializada.

Adote a segurança digital como cultura organizacional

A escolha de softwares de segurança confiáveis e atualizados mantém os dados da sua empresa protegidos e dificulta a atuação de criminosos. Mas a principal ferramenta de segurança para que todas as outras funcionem são os próprios usuários da rede.

Um bom planejamento de segurança cobre riscos nas camadas física, lógica e humana. Ou seja, não basta que os melhores recursos sejam instalados e atualizados, é preciso que as pessoas tenham consciência de sua importância e os utilizem corretamente.

Voltando à analogia da prevenção contra incêndios, uma porta corta-fogo não previne o alastramento do fogo se for deixada aberta pelos transeuntes. Assim, é preciso que as pessoas que trabalham no mesmo ambiente virtual respeitem as regras e boas práticas de segurança, garantindo o bom funcionamento dos recursos.

É comum que profissionais de TI estejam familiarizados com os recursos de segurança da informação e sua importância. No entanto, usuários do sistema de outros departamentos da empresa podem não ter a mesma consciência e acabam negligenciando procedimentos por pressa, preguiça ou desinformação.

Por isso, é importante treinar e conscientizar as pessoas de todos os departamentos que possam ter acesso à rede corporativa. A segurança da informação deve ser incorporada à cultura organizacional, compreendida como essencial e nutrida com frequência.

Com o trabalho remoto, essa cultura deve ser ainda mais forte. Questões como “Como garantir que estou em uma conexão segura?”, “Por que devo usar apenas as ferramentas padrões da empresa para transferir documentos?” e “O que fazer se meu computador for infectado por um vírus?” devem estar claras para todos os usuários.

Além disso, profissionais devem ser incentivados para que a perda de equipamentos e possíveis falhas sejam reportadas imediatamente. Isso deve ser feito sem ameaças de punição, para que a segurança dos dados seja prioridade.

A segurança digital é peça indispensável no processo de digitalização de toda empresa e deve ser incorporada à cultura corporativa. Com a atenção de cada pessoa às boas práticas de segurança, é possível evitar até os ataques mais danosos.

Se você gostou desse conteúdo, leia mais sobre Compliance em TI e entenda por que a segurança digital é um fator fundamental para garantir a conformidade legal da sua empresa.

O compliance em TI impacta na segurança da informação em sua empresa

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