Microcity

Velocidade máxima nas trilhas e nos negócios

No celular de Luis Carlos Nacif, fundador e presidente da Microcity, tem um grupo de WhatsApp especial. É o Don’t Worry, Be Happy!, criado por ele para conversar com amigos estrangeiros que conheceu durante uma temporada de dois meses de curso de inglês neste ano em Londres, na Inglaterra. Lá, ele viveu como centenas de estudantes que optam pelo intercâmbio no exterior: hospedou-se em casa de família e fez passeios pela cidade nas horas vagas. “Foi uma das experiências mais legais que já tive”, afirma Luis.

O empresário pôde passear e conhecer lugares – e pessoas – diferentes com tranquilidade. A sua caixa de e-mails, consultada duas vezes por semana durante a viagem, mostrou que os negócios aqui no Brasil iam de vento em popa. Em pleno ano de acirrada crise financeira, a Microcity, empresa de tecnologia e negócios, só tem a comemorar. Deve fechar o ano com faturamento de 110 milhões de reais, crescimento de 14,5% em relação a 2015.

“Para nós, a crise não tem muita novidade, fomos moldados nela”, diz. A empresa já passou por várias moedas, presidentes das mais diversas ideologias, confisco de dinheiro e congelamento de preços. “Muita gente quebra porque é focado só no produto ou serviço e não olha para o mercado”, diz. Durante a crise, na avaliação dele, há aqueles que ficam parados esperando a situação melhorar e os que buscam “buracos” para ocupar espaço. “Eu olho do balcão para fora”, diz. “Aonde o mercado está indo, crio oportunidades para ele.”

Em 2014, por exemplo, a área de call center foi ampliada no Brasil, em função das turbulências financeiras. Luis viu que a população endividada faria crescer as operações de cobrança e tratou de ampliar os negócios nesse setor. Nos últimos dois anos, a Microcity aumentou o faturamento em mais de 29%. Nesse período, enxugou 10% do quadro de pessoal e teve ganho de produtividade da ordem de 20%, com economia nos gastos com viagem, gestão de trabalho e folha menor. “Crescemos, mas não contratamos mais custos”, afirma Luis. Brasília representa 5% dos negócios da empresa, com grandes clientes como o Laboratório Sabin e a Caixa Seguradora. Luis diz que em 2017 pretende dobrar a representatividade na cidade. “Entendemos que o início do próximo ano vai ser um momento importante de retomada de investimentos pelo governo federal, diante de quadro de melhora do país.”

Parece que os ganhos da empresa aumentam na mesma proporção da satisfação dos funcionários. A Microcity ganhou neste ano o primeiro lugar na pesquisa Melhores Empresas para Trabalhar em Minas Gerais, do Great Place to Work (GPTW), entre as companhias com 250 a 999 funcionários. Foi ainda a 15ª colocada no Brasil e a 39ª na América Latina. Por trás dos prêmios, muito empenho. São nada menos que 60 programas voltados para o bem-estar dos colaboradores. “Uma coisa que prezamos muito é que os resultados na empresa não podem acontecer a qualquer preço”, diz Polianna Lopes, diretora de pessoas e marketing da Microcity.

“O clima organizacional é bom, assim como as oportunidades de crescimento”, diz Fabiano Pardini Guedes, diretor de operação e serviços. É a terceira passagem de Fabiano pela empresa. Na primeira vez, em 1989, ele entrou como estagiário. “Saí para experimentar novas oportunidades e para montar minha própria empresa, mas mantive as portas abertas”, afirma. “Uma das características da Microcity é valorizar os funcionários.” Sempre que surge uma vaga, a primeira ação do RH é promover recrutamento interno. Cursos também são bem vistos. O executivo de vendas Marcelo Machado Guimarães fez curso de oratória na Fundação Getulio Vargas (FGV) subsidiado pela empresa. “Precisava melhorar a forma de falar e fazer apresentação. O meu cargo exige”, diz. Com o conhecimento em mãos, ele ministrou dois treinamentos sobre o assunto para cerca de 30 pessoas dentro da Microcity. Além da comunicação e do marketing, os princípios de sustentabilidade são fortes na empresa. A Microcity já plantou 50 mil árvores ao longo dos 32 anos de sua história. Boa parte delas está na mata ciliar do rio Tietê e o restante, na recuperação do cerrado no Mato Grosso. A cada microcomputador inserido em um projeto, nasce uma árvore.

Os valores e o código de ética estão disseminados por toda parte. O programa de gestão de pessoas está baseado em cinco pilares: desenvolvimento; valorização; família e cidadania;  comemorações e reconhecimento; e comunicação e transparência. “Quando você comunga das mesmas crenças, minimiza conflitos”, afirma Luis. Para isso, diz, a cadeia de comunicação precisa estar estruturada. As salas na sede, em Nova Lima, não têm paredes. “É fundamental, tudo flui mais fácil”, afirma o presidente.

Parte desses conceitos ele aprendeu no curso de comunicação e marketing que iniciou na PUC Minas, mas não finalizou. Ele também estudou engenharia florestal em Viçosa, mas deixou a faculdade para voltar a Belo Horizonte atrás de uma grande paixão, a ex-mulher Denise, com quem foi casado por 25 anos e com quem tem dois filhos: Dan Rocha Nacif, de 31 anos, e Clarissa Rocha Nacif, de 29.

Aos 54 anos, Luis se considera realizado. “Fiz tudo na minha primeira metade de vida”, diz. Nos últimos anos, passou a dar mais poder às quatro diretorias da Microcity: além de Polianna e Fabiano, seus braços direitos são Tiago Miranda, diretor comercial e de parcerias, e Renato Dias, diretor de gestão e finanças. Isso aconteceu depois que comprou a parte na empresa do ex-sócio e irmão mais velho, José Francisco Nacif, em 2012. “Ele estava em outro ritmo de vida, queria se aposentar”, afirma.  A empresa então entrou em processo de descentralização. “Este é o papel do líder, ensinar. Muita gente tem medo de passar o poder, mas, quanto mais eles tocarem o negócio, mais qualidade de vida eu tenho.” Tempo a mais para praticar atividades como o rali, uma de suas paixões. Ele faz de cinco a seis provas por ano, com carro de competição. Em setembro, percorreu 3,5 mil quilômetros durante os sete dias do Rally dos Sertões. Saiu de Goiânia e terminou em Palmas (TO). “Gosto de adrenalina”, diz. Durante a viagem fica longe do e-mail e do celular. “Busco o equilíbrio. Não vivo para o trabalho”, afirma. Em março de 2017 ele já tem nova agenda de lazer marcada. Vai passar um mês em Nova York para estudar inglês e conhecer mais detalhadamente a cidade. E faz a programação com orgulho: “Já constatei que a empresa anda sozinha sem mim”.

Fonte: REVISTA ENCONTRO

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