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Trabalho em casa faz locações de equipamentos tecnológicos dispararem

 

Por causa do período de isolamento social, ocasionado pela expansão do novo coronavírus no Brasil, o trabalho em casa se intensificou, como uma maneira de evitar a propagação da doença. Desta forma, a crise se tornou uma aliada para empresas de tecnologia, que viram aumentar significativamente a demanda por locações de equipamentos, como computadores e notebooks, ampliando a quantidade de máquinas.

Em março deste ano, ao notar que haveria uma oportunidade de expandir as operações da marca cearense diante ao período de isolamento social, a CSI Locações fez um investimento de R$ 1 milhão e adquiriu 300 máquinas, o que rendeu seis novos clientes no Ceará, além dos 80 que já atendia no estado, de acordo com o CEO da empresa, Patrick Lima.

“Devido a crise, as empresas passaram a nos procurar. Cearense tem a mentalidade de ter o equipamento. Alguns empresários são resistentes em alugar. Porém, a situação mudou, uma vez que a demanda pelo home office aumentou, e a situação inverteu. Tanto é que lotou o nosso estoque”.

A expansão das operações, afirma Patrick Lima, fez a CSI Locações reformular os modelos de contrato, que, antigamente, duravam, pelo menos, um mês. Por causa do trabalho em casa e do investimento realizado, a marca estipulou seis meses como período mínimo. “Muitas empresas nos preocuparam para um contrato de longo prazo, mais de seis meses”, diz o CEO.

Oportunidades

Logo quando o novo coronavírus atingiu o Brasil, a Microcity, vendo que poderia haver um salto nas negociações, adotou uma medida preventiva e adquiriu 800 equipamentos para atender os nove clientes do estado do Ceará, segundo o diretor regional de vendas para GOV NNE CO da empresa, Aldair Gomes.

Em cima dos contratos que já mantinham, destaca, a empresa fez algumas ampliações para atendê-las neste período. O período que os clientes, que atuam nos setores da indústria e do comércio, ficarão com as máquinas, pontua o executivo, varia. Uns firmaram a parceria por três meses, outros, por seis.

“A pandemia surpreendeu as empresas, pois boa parte delas não estava com os planos de contingência prontos. Já tínhamos uma expectativa de que o atendimento seria para os clientes da base, que já mantêm contrato, não tínhamos expectativas para novos clientes. É um bom momento para nós”, assegura o executivo.

 

Fonte: Marcia Travessoni

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