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Revolução digital redefine o papel dos integradores

Revolução digital redefine o papel dos integradores

O integrador de soluções de Tecnologia da Informação e Comunicação – TIC, é uma das peças-chaves no processo de reinvenção pelo qual as organizações estão passando, rumo à Era Digital. As mudanças envolvem melhoria de processos existentes e adoção de novas tecnologias para ganhos de eficiência operacional, redução de custos e atendimento das demandas do consumidor conectado. Toda essa revolução abre oportunidade de negócios para parceiros comerciais que estejam preparados para acompanhar a jornada de transformação digital das companhias. Competitividade é imperativo.

Estudos da IDC estimam que os investimentos em TIC no Brasil devem crescer 4,9% em 2019, na comparação com o ano passado. Segundo a consultoria, o aumento é reflexo das ações de transformação digital das companhias.
Paulo Lebrão, diretor de vendas da Dimension Data, integradora, que está sendo incorporada pela companhia japonesa Nippon Telegraph and Telephone Corporation – NTT, demonstra entusiasmo com os investimentos em projetos de transformação digital. Para ele, essas ações abrem novas frentes para integradores que estiverem capacitados para apoiar as empresas a entrarem na Era Digital.

Atenta às tendências, a Dimension Data criou verticais de negócios e contratou profissionais com alto grau de conhecimento e especializados em áreas como finanças e energia para desenvolver soluções de acordo com a atividade-fim e interesse dos clientes. Lebrão dá a dica: o integrador também precisa se reinventar. A transformação digital traz desafios para as empresas desse segmento, pois exige conhecimento de novas tecnologias como Internet das Coisas – IoT, sistemas analíticos de dados, Inteligência Artificial e outras mega tendências que estão sendo abraçadas pelas organizações.

“A transformação digital é um processo que envolve uma série de tecnologias e traz uma complexidade adicional para o trabalho do integrador”, constata o diretor da Dimension Data. Lebrão destaca que é essencial investir em profissionais que entendam com profundidade das novas plataformas digitais e de negócios. No rol constam, entre outros, Containers e Kubernets.

André Silva, diretor de Transformação Digital da integradora Sonda, observa queda na demanda por serviços tradicionais de TI. A redução, de acordo com ele, é devido à migração de muitas aplicações para nuvem e ao perfil dos novos modelos de negócios, que já nascem suportados por plataformas digitais. “O integrador precisa ter além dos serviços convencionais, estratégias para conduzir a jornada digital de seus clientes”, defende.

Silva ressalta que é importante que o integrador faça a lição de casa para se transformar digitalmente, com treinamento do seu time, ampliação do leque de fornecedores e do portfólio para Era Digital. Um dos investimentos da prestadora de serviços de TI chilena nessa direção foi a aquisição, em janeiro de 2019, da M2M Solutions, provedora brasileira de soluções tecnológicas em transportes e mobilidade urbana.

Muito além da implementação

Não é de hoje que o integrador que só revende hardware e software está perdendo espaço no mercado. Mais do que nunca, com o cenário atual, as organizações estão mais exigentes e esperam que esses parceiros entreguem soluções com valor agregado. Essa demanda existe até para desafogar os diretores de TI, que estão sendo mais cobrados pelos altos gestores, para que se aproximem mais dos negócios. Com isso, os CIOs precisam se libertar das questões operacionais do dia a dia e os integradores podem ajudá-los nesse processo, com fornecimento de diversos serviços.

O diretor de tecnologia da Logicalis, Julian Nakasone, relata que o movimento da transformação digital gerou um pouco de apreensão nos integradores, que se depararam com a migração de muitas aplicações de TI para a nuvem.
Como integradores são intermediários, que revendem soluções de TI, o diretor da Logicalis conta que surgiram questionamentos sobre a sobrevivência dessas empresas. Entretanto, ele constata que a revolução digital promovida pelas organizações abriu mais espaço para os implementadores de soluções. “No passado nosso papel era integrar tecnologias e hoje o que fazemos é juntar informações”, explica Nakasone.

Há muitas oportunidades no mercado para empresas com esse perfil, capacitadas para atender as novas exigências de negócios. Como exemplo disso, o executivo menciona um estudo realizado pela Logicalis: para 67% das empresas entrevistadas, o aumento da eficiência operacional é a principal prioridade das companhias frente à transformação digital. Já a otimização de processos existentes, obteve 62% das respostas, seguida pelo desejo de melhoria da experiência ao cliente, citado por 52% das participantes da pesquisa.

Esses resultados dão pistas de projetos mais demandados aos integradores na Era Digital. Marcus Edrisse, CEO da integradora Vert, afirma que entre os projetos mais procurados pelos clientes destacam-se soluções para melhoria da eficiência operacional, gestão de riscos e fraudes, principalmente pelo setor financeiro. “Agora o desafio do integrador é resolver problemas do cliente e apresentar resultados para os negócios”, diz o executivo.

Outra exigência dos clientes da Era da Informação, segundo André Faria, vice-presidente da Vert, é que as soluções propostas pelos integradores sejam desenvolvidas em curto espaço de tempo. Ele lembra que o cenário é bem diferente de quando as empresas compravam um ERP, por exemplo, e podiam esperar de dois a três anos para implementar, testar e colocar em produção. “Agora temos que entregar um software já funcionando e gerar resultado rápido. É por isso, que precisamos de profissionais que entendam de negócio”, avalia.

“Além de serviços de TI com SLA, temos que entregar ao cliente uma camada de solução para os negócios”, enfatiza Luis Carlos Nacif, presidente da Microcity. Lembrando que SLA, ou Service Level Agreement, em Português é o Acordo de Nível de Serviço. Para disputar projetos de transformação digital, a integradora começou a promover mudanças internas há quatro anos.

Num primeiro momento, a empresa adotou programa de capacitação para treinar os funcionários sobre as novas tecnologias e disseminar a cultura do mundo digital. “Aqui, agora, ninguém mais se assusta com o novo. O desafio é manter funcionários antenados com tudo. Mas eles têm que saber das novidades antes do cliente”, informa o presidente da Microcity.

O segundo passo foi criar uma área de inteligência de mercado e um portal para prover dados analíticos sobre o desempenho dos negócios dos clientes. Com essas iniciativas, Nacif diz que a Microcity está sendo mais assertiva e conseguiu fidelizar sua clientela. “Entregamos uma série de informações que a concorrência não tem e blindamos nossos clientes”, comemora o executivo. “Não está fácil permanecer em mercado de ponta”, reconhece o presidente da integradora, com mais de 30 anos de atuação neste segmento.

Esta reportagem foi publicada originariamente na Infor Channel – Especial Distribuição que circula neste mês de agosto e é de autoria da jornalista Edileuza Soares.

Fonte: InforChannel

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