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O que é ESG e qual a importância para o setor de TI?

O que é ESG e qual a importância para o setor de TI?

O ESG é conjunto de práticas ambientais, sociais e de governança corporativa adotadas por uma organização. A adoção dessas atividades cria um ambiente positivo dentro da empresa, melhora sua relação com os stakeholders, favorece a inovação e contribui com os resultados de negócios.

 

Parece que, de repente, só se fala em ESG. Em dezembro de 2020, li sobre o tema pela primeira vez. Quero dizer, primeira vez com esse nome, porque a relação entre meio ambiente, responsabilidade social e governança não é nenhuma novidade.

Muitas empresas já possuem, há muitos anos, ações e indicadores para mensurar o seu impacto. Existem metodologias, certificações, boas práticas. Existe muita literatura sobre o assunto, mas não era tão acessível. Os poucos cursos disponíveis eram focados em acionistas e fundos de investimento, trazendo a ótica do retorno para o negócio. E eram caríssimos.

Hoje, se você procurar por informações sobre o tema, já consegue encontrar uma variedade maior de informações. Isso sempre é um indício de que um assunto está se tornando popular. Aos poucos, a demanda por entender melhor o universo de ESG está saindo da mesa do acionista e entrando nas diversas esferas da empresa, seja do financeiro, comercial, marketing, TI, compliance e por aí vai.

O que é ESG e qual a importância para o setor de TI?

O objetivo deste artigo, então, é compilar um pouco desses conceitos e entender porque essas letrinhas não irão embora do vocabulário empresarial tão cedo. Por isso, se você se interessa em saber mais sobre o que o ESG representa e qual é a sua importância no mundo dos negócios e, principalmente, para o setor de TI, siga comigo até o fim desta leitura.

O que significa ESG?

São as iniciais de Environmental, Social e Governance que, em português, podem ser traduzidas como Meio Ambiente, Social e Governança. Ou seja, o conceito representa um conjunto de práticas corporativas que dizem respeito a estes tópicos integrados.

Além de determinar esse conjunto de práticas aliadas relativas à sustentabilidade ambiental e social, o termo ESG também é usado para falar de investimentos que levam em conta não apenas os índices financeiros, mas também os fatores ambientais, sociais e de governança da empresa que recebe o capital.

Quais são os pilares do ESG?

Antes de abordarmos os impactos para a organização e o ambiente empresarial, causados pela adoção de práticas sob o modelo ESG, vamos explorar um pouco cada aspecto desse conceito e algumas ações importantes em cada uma, o que abrange e por que são relevantes para a longevidade e resultados da empresa.

Quais são os pilares do ESG?

Sustentabilidade

O ‘E’ de ESG é a inicial da palavra Environmental, ou seja, tudo aquilo que está relacionado ao meio ambiente. Durante muito tempo, quando se falava em sustentabilidade, era justamente isso que vinha à cabeça, a redução do impacto ambiental.

Lembro de ouvir, no início da minha carreira, que apenas indústrias, mineradoras ou empresas que geram agressões diretas ao meio ambiente dentro do core business delas deveriam se preocupar com sustentabilidade de uma forma estruturada.

Hoje, percebo que essa mentalidade já mudou e isso é muito bom. Não basta ter uma papelaria corporativa em material reciclado e não deixar os funcionários beberem café em copos descartáveis. Não basta ter uma embalagem eco friendly para o seu produto se a sua cadeia de produção é tóxica para o seu entorno. Não basta comprar energia limpa se o seu fornecedor descarta os painéis usados de forma incorreta no meio ambiente. Tudo está interligado e merece atenção.

O importante é que as decisões da companhia sejam tomadas com interesse genuíno em reduzir o impacto ambiental e que a empresa aja de forma coerente com a imagem pública que está construindo.

Então, quer dizer que só posso considerar que tenho uma atuação em ESG quando fizer um alto investimento e tiver zero impacto no meio ambiente? De forma alguma, mas temos que começar de algum lugar.

O importante é que as decisões da companhia sejam tomadas com interesse genuíno em reduzir o impacto ambiental e que a empresa aja de forma coerente com a imagem pública que está construindo. Ou seja, além de parecer, a empresa deve, de fato, ser uma aliada do meio ambiente.

Neste momento não é possível comprar carbono para neutralizar a operação? Tudo bem, que tal criar um programa interno de caronas entre os colegas para reduzir a queima de combustível no trajeto casa-trabalho? Vamos colocar uma meta com indicador para mensurar se esse programa está realmente reduzindo o impacto? Pronto, está entregue a sua primeira ação estruturada com foco em meio ambiente.

Quais são os pilares do ESG?

É importante ressaltar que, hoje, a agenda ambiental tem como principais desafios a mudança climática, a restrição dos recursos hídricos, o aumento da poluição e a perda da biodiversidade. Qualquer ação que contribua com esses desafios de forma a gerar resultados tangíveis está no caminho certo.

Obviamente, quanto maior é o impacto ambiental das atividades principais da organização, maior será a cobrança social por ações que minimizem e ajudem a recuperar possíveis danos. Por outro lado, não existe a possibilidade de criar uma imagem negativa a partir de ações genuínas voltadas para o meio ambiente.

E, principalmente, é preciso entender que ESG não é uma receita de bolo. Cada segmento terá uma diferente tratativa do tema. Uma indústria de alimentos deve se preocupar com o desmatamento mais do que uma empresa de serviços, que talvez vá focar mais a sua energia em reduzir a desigualdade de gênero, por exemplo.

Social

O ‘S’ representa o aspecto Social da sigla ESG. Ao contrário do que muitos acreditam, esse pilar não tem a ver com filantropia. Estamos falando de pessoas e de como a empresa se relaciona com elas, sejam clientes, funcionários e parceiros, mas não somente, a comunidade em que está inserida.

As principais questões desse tópico tratam das próprias pessoas envolvidas nos processos da empresa. Como prosperar de maneira a garantir que todos cresçam? E como abraçar as mudanças demográficas que acontecem na sociedade, realizando os devidos ajustes na estratégia para acompanhá-las?

Para facilitar nosso entendimento das diversas dimensões do aspecto social do ESG, podemos dividi-lo em quatro tipos de pessoas envolvidas nos processos: clientes, funcionários, fornecedores e comunidade.

Quais são os pilares do ESG?

Quando falamos em clientes no contexto de ESG, estamos falando principalmente de métricas de satisfação, como o NPS (Net Promoter Score). Uma empresa que periodicamente mensura a percepção dos clientes quanto a qualidade dos seus produtos e serviços, além de colher feedbacks em relação à experiência deles com a empresa, está praticando ativamente o pilar Social do ESG.

É importante ressaltar que não basta perguntar se o cliente está satisfeito, é necessário atuar nos pontos de melhoria indicados. Dessa forma, fica fácil perceber o quanto a sua empresa se importa.

Usualmente, uma média de NPS alta indica que uma empresa tem o cliente no centro da sua estratégia, acolhe os seus anseios e atua com transparência no relacionamento. E como já mencionamos, o padrão de consumo que surge com as novas gerações e a transformação digital é mais exigente, mais consciente e mais engajado.

Passando dos clientes para os funcionários, é indispensável pensar que, para uma estratégia acertada de ESG, é necessário valorizar o capital humano da companhia. Daí surgem estratégias de employer branding, que visam atrair, desenvolver e reter os melhores talentos do mercado como se fossem clientes também.

Quais são os pilares do ESG?

Culturas organizacionais diferenciadas, programas e benefícios que valorizam a pessoa, planos de capacitação e treinamento, ações para envolver a família, são alguns exemplos de práticas comuns em empresas orientadas a pessoas.

E não podemos esquecer que quanto mais claro for o propósito da empresa, mais chances de conseguir atrair os profissionais das gerações mais novas (millennials ou geração Z), que são tipicamente mais digitalizadas e adaptáveis ao contexto atual.

Ações concretas que promovam a diversidade e a inclusão de gênero, étnico-racial, orientação sexual, pessoas com deficiência e outros públicos, por exemplo, são fundamentais para construir uma estratégia atrativa de ESG.

No caso dos fornecedores, é importante que as empresas desenvolvam relações de parceria que sejam saudáveis para ambos os lados. Além disso, espera-se que empresas em compliance com indicadores ESG se responsabilizem por garantir a sustentabilidade de toda a sua cadeia de fornecimento.

Por isso, ao cadastrar novos fornecedores, é importante conhecer as práticas deles que trazem impacto social ou ambiental, validar se possuem valores coniventes com os seus. A associação a um fornecedor que não defende valores semelhantes pode dificultar a consolidação da imagem desejada para a sua empresa.

A associação a um fornecedor que não defende valores semelhantes pode dificultar a consolidação da imagem desejada para a sua empresa.

Por fim, quando falamos em comunidade, estamos falando sobre projetos que ampliam a atuação da empresa para trazer impacto social positivo além dos muros da empresa.

Por meio de ações relacionadas à educação, saúde, segurança, qualidade de vida, e tantos outros aspectos, as empresas podem apoiar a comunidade em que está inserida de forma a trazer reais melhorias para o mundo.

E quando fazem isso envolvendo os seus funcionários, por meio de trabalho voluntário estruturado, ganham também por cultura organizacional e retenção de talentos.

Governança corporativa

Governança é o último, mas não menos importante, pilar do tripé ESG. Inclusive, é importante ressaltar que, sem boas práticas de governança, dificilmente uma empresa consegue se estruturar para planejar um crescimento de maneira a garantir os impactos positivos nas esferas social e ambiental.

Governança é a base, o set de regras e políticas da empresa que vão ditar os seus caminhos.

Quais são os pilares do ESG?

Estamos falando do código de ética, a transparência com a qual as informações circulam, os comitês para diversos temas (risco, auditoria, diversidade são alguns exemplos), como é constituído o conselho (quando existente), se os funcionários passam por treinamentos anticorrupção, entre vários outros pontos.

Dentro deste contexto, é importante deixar claro o conceito de materialidade e como ela implica variações para cada organização. Cada setor tem questões que são mais críticas para aquela linha de negócios.

Por exemplo, se estamos falando de empresas de tecnologia e serviços, é fundamental pensar em ações para promover diversidade no time interno e para proteger os dados dos clientes como ações no pilar Social.

Já no caso de mineradoras, é indispensável ter políticas severas de tratamento de resíduos e impacto ambiental. Para uma empresa que presta serviços para instituições do governo, por outro lado, as práticas de governança, principalmente no que tange à ética, são prioridades máximas.

A longo prazo, o mercado consegue perceber nitidamente quais iniciativas são focadas na criação de valor por meio de ações reais.

Esse é o mapa da materialidade para cada setor, ou seja, quais são as ações mais importantes que geram o maior impacto. Quando uma empresa decide atuar com ESG, é aconselhável que ela busque o mapa da materialidade do seu setor para orientar o que será feito.

O greenwashing, termo usado para indicar uma “roupagem sustentável” que não condiz com a realidade, acontece justamente quando a companhia decide focar naquilo que não é material e espera conseguir visibilidade com isso.

Em recente (e excelente) artigo na Harvard Business Review, há um alerta nesse sentido. A longo prazo, o mercado consegue perceber nitidamente quais iniciativas são focadas na criação de valor por meio de ações em pontos materiais e quais aquelas que são puro greenwashing.

Qual o impacto do ESG no ambiente empresarial?

Cada vez mais, percebemos que as gerações novas (millennials e geração Z) são movidas pelos seus propósitos mais do que pela busca por crescimento profissional.

São pessoas que querem trabalhar em companhias que fazem a coisa certa. Além disso, querem comprar produtos e serviços que entendem o seu impacto social e ambiental no mundo e estão, inclusive, dispostos a pagar mais por isso.

Qual o impacto do ESG no ambiente empresarial?

Nem sonhe em testar seus produtos em animais ou discriminar racialmente seus funcionários e achar que vai ficar tudo bem. Esses jovens já são a nova força de trabalho ou estão na faculdade, são nativos digitais, sonham em trabalhar de bermuda e representarão 75% da força de trabalho global em 2025.

São pessoas que estão, cada vez mais, ganhando poder de compra, chegando aos cargos de tomadores de decisão nas empresas ou até abrindo seus próprios negócios. Se eles ainda não são os seus clientes, prepare-se, porque em breve serão.

E fique atento, pois eles estão de olho nas suas redes sociais. Nem pense em praticar greenwashing, ou seja, ter práticas que se dizem sustentáveis somente para fazer marketing em cima disso, mas que, na verdade, não se sustentam (trocadilho intencional) porque são rasas e superficiais.

  O segredo é ser verdadeiro sobre as causas que você defende e não levantar bandeira por algo que não pratica.

O segredo é ser verdadeiro sobre as causas que você defende e não levantar bandeira por algo que não pratica, pois seus clientes estão prontos para chamar seu blefe publicamente e abalar seriamente a sua reputação (te custando novos clientes).

Os rumos tomados pelo mundo se alinham ao ESG

Outro ponto importante para se ter em vista é que empresas que possuem indicadores de ESG estão mais alinhadas ao caminho que o mundo está seguindo e, portanto, correm menos riscos em longo prazo.

Diversos países se comprometeram com a Agenda 2030 da ONU – que apoiará pessoas a prosperarem em um planeta saudável e em paz, por meio de parcerias – e já programam a proibição de combustíveis de queima fóssil, regulam a emissão de carbono, buscam energia limpa.

Agenda 2030 da ONU

As empresas que, voluntariamente, topam iniciar sua jornada em ESG e, desde já, adotam os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e comprovam suas evoluções por meio de indicadores mensuráveis, estão mais propensas ao sucesso em longo prazo.

Por fim, podemos dizer que o Investimento de Impacto veio para ficar. Esse termo diz respeito aos investimentos realizados em empresas que conseguem gerar um impacto social ou ambiental positivo e transformador, trazendo retorno financeiro no processo.

O conceito está cada vez mais comum nos papos do mercado financeiro e representa o pensamento coletivo reforçado no capitalismo de stakeholders, sobre o qual vamos falar um pouco em seguida.

Por que o ESG é um aliado da inovação?

A inovação anda de mãos dadas com a evolução do pensamento sobre as questões abordadas pelo ESG.

Ao trabalhar o seu pilar Social, a empresa permite maior diversidade de vozes, trazendo um olhar diferenciado sobre diversas questões que impactam o negócio. Já o enfoque ambiental exige que a organização reveja processos e práticas, promovendo a busca por novas soluções e ideias. A governança corporativa promove um alinhamento entre os diferentes grupos internos, criando um ambiente favorável para a inovação.

Por que o ESG é um aliado da inovação?

E por isso, obviamente, a TI tem um papel estratégico no desenvolvimento das ações. Os times de TI participam do alinhamento às métricas ESG. Além dos aspectos técnicos do setor, as tecnologias emergentes representam soluções disruptivas para um desenvolvimento mais sustentável dos negócios. Tecnologias como inteligência artificial, IoT, realidade virtual, business intelligence e o modelo de aquisição como serviço são algumas das tendências que vão de encontro às práticas de ESG.

Por fim, existem ações de inclusão digital e promoção da inovação tecnológica que, voltados para a comunidade, são uma perfeita aliança entre o desenvolvimento digital e a geração de valor e impacto social positivo.

Em uma sociedade que os robôs e computadores passaram a não apenas substituir nossa força de trabalho, como também atuar em funções intelectuais e de construção de conhecimento, é importante manter a conexão e a coexistência entre a máquina e o ser humano.

E a forma de fazermos isso é voltando a colocar o indivíduo no centro de tudo, valorizando e desenvolvendo o que só a humanidade é capaz de construir. A tecnologia é o meio para retomarmos essa valorização, criando soluções que promovam o ganho para todos, sem agredir e impactar o planeta.

Mindset de stakeholders: o que mudou na relação entre as empresas e seus públicos?

Foi-se o tempo em que uma empresa construía o seu patrimônio à custa do sangue, suor e lágrimas dos outros.

Em décadas passadas, era comum ver uma empresa estrangular seus fornecedores em negociações abusivas, que só favoreciam o lado mais forte, ou ganhar dinheiro em cima dos seus clientes, que tinham pouca base de comparação entre produtos e serviços para fazer sua decisão de compra.

Era comum, ainda, ver funcionários exaustos, que odiavam os seus empregos, e precisavam ser vigiados de perto por um carrasco, ops, um supervisor, para entregarem o seu trabalho. E tudo o que estava da porta para fora de uma empresa, não era problema dela. Se meu fornecedor tem alguma prática duvidosa, isso é problema dele.

Isso tudo, na maioria das empresas, é passado. Vivemos hoje uma realidade empresarial que o Fórum Econômico Mundial realizado em Davos, em janeiro de 2020, chamou de Capitalismo de Stakeholders.

Mindset de stakeholders: o que mudou na relação entre as empresas e seus públicos?

Ninguém está sozinho no mundo e, se não trabalharmos todos juntos em prol de algo maior, não sobrará nada para as próximas gerações. Muitas empresas possuem receita maior do que o PIB de muitos países. Isso coloca nas mãos dessas empresas um grande poder. E com grandes poderes vem também grandes responsabilidades.

O capitalismo de stakeholders prega que a relação com a empresa deve atender aos interesses dos acionistas sim, como no passado, mas também visa beneficiar os executivos, clientes, fornecedores, funcionários e a comunidade em que a empresa está inserida. A relação deve ser ganha-ganha, respeitosa, e com impactos positivos no mundo.

Ou seja, nesse novo modelo de produção e consumo, o lucro máximo não é a coisa mais importante, apesar de ser mantido como prioridade. As pessoas são o foco, junto aos valores que são gerados e fomentados, em concordância com os valores da comunidade em que a empresa está inserida.

Nessa relação, todas as pessoas que se associam à organização de alguma forma, seja diretamente, no papel de funcionários ou clientes, ou indiretamente, como a sociedade no entorno, são consideradas pessoas relevantes para o desenvolvimento. Por isso, o capitalismo de stakeholders é considerado mais inclusivo, sustentável e, por fim, interessante.

Como o ESG gera vantagem competitiva?

Se, depois de falarmos sobre o capitalismo de stakeholders, ainda não ficou clara a vantagem competitiva gerada pela adoção do ESG, agora é o momento de evidenciarmos essa relação.

Já comentamos sobre as novas gerações, nativas digitais, e as mudanças de comportamento e padrão de consumo que vêm acontecendo. São essas pessoas que ditam os rumos do futuro e são as adaptações às mudanças que ditam os rumos das empresas.

Como o ESG gera vantagem competitiva?

Afinal, se uma organização não consegue se adaptar às novas demandas da sociedade, ela está fadada ao fracasso. E esse é o mesmo raciocínio a acompanhar para entender que, da mesma forma, aquelas empresas que compreendem e acompanham as mudanças se destacam.

Ou seja, em meio à construção de uma sociedade preocupada com os impactos socioambientais gerados, que busca consumir produtos e serviços que entregam mais do que apenas uma funcionalidade, é crucial que as empresas acompanhem esse movimento.

Uma organização alinhada aos valores e às práticas de seus clientes será bem avaliada e indicada. E em um mundo de redes sociais, influenciadores digitais e consumo consciente e engajado, esse alinhamento é não apenas vantagem competitiva, mas sobrevivência.

Por que ESG não é assunto só para investidores ou acionistas?

Essa nova onda de colocar as iniciativas ESG em pauta começou após um relatório chamado ‘Who cares wins: connecting financial markets to a changing world’, ou seja, aquele que se importa, vence, conectando os mercados financeiros a um mundo em transformação, em livre tradução.

Originado do Pacto Global da ONU, o relatório sugere diretrizes para o desenvolvimento sustentável e reforça o papel do setor financeiro nesse contexto. Junto com um grupo dos maiores investidores do mundo, a ONU desenvolveu, então, os Princípios para o Investimento Responsável (PRI), que hoje já possui mais de 3.000 signatários em todo o mundo.

Porém, por mais que a origem esteja enraizada em um contexto financeiro, entender sobre ESG é dever de casa para todas as áreas da empresa, por diversos motivos. A inovação é um deles.

Um dos grandes princípios da atuação ESG é o fomento da diversidade dentro da empresa. Não somente do corpo operacional, mas inclusive entre os executivos e nos conselhos de administração. Pessoas diferentes trazem olhares diferentes para os mesmos problemas, e por consequência, apresentam diferentes soluções.

Por que ESG não é assunto só para investidores ou acionistas?

Esse é o fundamento principal da inovação, ter novos olhares, pontos de vista diversos. Por esse motivo, a empresa que tem metas de diversidade em todos os níveis e busca avaliações constantes por meio de comitês internos e outras iniciativas acabam sendo também as mais inovadoras.

E isso se reflete nos resultados. Segundo pesquisa realizada pela McKinsey, empresas com maior pluralidade nas equipes e que priorizam a diversidade alcançam resultados até 21% maiores do que aquelas que não tem esse foco.

O mais importante de tudo é entender que ESG não é uma moda passageira. Não adianta a empresa ter iniciativas desconectadas apenas para ganhar espaço na mídia e surfar na onda da visibilidade. E não adianta, também, ter uma área dedicada ao tema trabalhando sozinha na missão de levar a cultura de sustentabilidade para a empresa.

É fundamental que a alta liderança da companhia esteja engajada de forma consistente, entendendo que as mudanças são necessárias para fazer a empresa crescer. Na verdade, sempre foi assim. Pois ESG não é uma novidade, apesar do buzz atual. ESG é a sustentabilidade atrelada aos resultados do negócio, uma evolução que o futuro agradece.

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    Carolina Cunha

    Gerente de Comunicação e Marketing na Microcity

    Mais de 15 anos de experiência em Comunicação e Marketing com foco no mercado B2B para todos os stakeholders. Carolina está à frente da área de Marketing da Microcity, englobando as ações de marketing comercial, criação de awareness da marca, assessoria de imprensa, inbound marketing, geração e qualificações de leads para vendas, comunicação interna (campanhas, eventos, experiências, etc), employer branding e sustentabilidade. Possui diversas capacitações em growth hacking, neuromarketing, branding, ESG, entre outros.

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