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Computação cognitiva: você está preparado para o futuro?

Computação cognitiva: você está preparado para o futuro?

Estamos vivendo a 4ª Revolução Industrial e o seu negócio precisa se adaptar à essa nova era. A Computação Cognitiva aparece como uma das principais pontes para a transformação digital nas empresas e por isso, é hora de você saber do que se trata essa tecnologia.

A Computação Cognitiva já é uma realidade

Se antes os computadores eram limitados a fazer cálculos e trabalhar a partir de softwares programados, hoje a máquina é capaz de processar informações, pensar e agir sozinha.

Com o aprendizado baseado no cérebro humano, agora o seu computador pode raciocinar, aprender, ver, ouvir, falar, conversar e compreender sinais. Essas habilidades são capazes de auxiliar a sociedade em uma série de atividades, como controle de trânsito, pesquisas médicas, prevenção de fraudes, otimização na área jurídica, previsões meteorológicas, entre outros.

A Computação Cognitiva armazena experiências anteriores e a partir delas, consegue ter previsões mais assertivas. Temos atualmente no mercado sistemas como a Siri, Alexia e o Watson, um supercomputador criado pelo IBM.

O Watson foi construído a partir de três pilares: gramática, estrutura e relação de palavras. Por isso, ele consegue entender contextos e interagir com as pessoas na linguagem dela. Isso o torna capaz de interpretar textos, como artigos, blogs, relatórios e todos os dados não estruturados, que representam mais de 80% da quantidade de informações criadas mundialmente.

O sistema não é programável e trabalha a partir das interações que humano tem com ele. A cada situação ele se torna mais rápido e eficiente. Atualmente ele é utilizado para diagnosticar doenças e ajudar os médicos a trabalharem de maneira mais assertiva.

O futuro da Computação Cognitiva

No futuro máquinas e humanos vão trabalhar juntos para poder resolver os problemas e criar novas soluções. Segundo a CEO da IBM, Ginni Rometty, nos próximos 5 anos todas as decisões importantes, no âmbito profissional e pessoal, poderão ser tomadas com a ajuda do Machine Learning, no caso da IBM, o Watson.

Nossa meta é ampliar a inteligência humana. Miramos em um mundo homem e máquina. Nosso foco é estender e ampliar a expertise humana em qualquer área. Professores, médicos, advogados, não interessa sua área de atuação, nós vamos ampliar seu conhecimento“. – Ginni Rometty.

Estamos cada vez mais próximos de utilizar as máquinas para auxiliar na cura do câncer, criar soluções para a crise hídrica, investigar crimes e reestruturar o trânsito.

A tendência é de que logo o varejo possa utilizar a tecnologia para interagir com os clientes e analisar o mercado e comportamento do consumidor. Na área de turismo, a Computação Cognitiva, será capaz de elaborar guias de roteiros personalizados para os viajantes. No financeiro, ele dará suporte aos investidores na hora de lidar com o mercado. Em entrevistas de emprego, as máquinas poderão dar informações concretas a respeito do candidato e também da empresa.

A partir de novas necessidades, surge a demanda por novas profissões. A previsão da Revista Exame é de que no futuro teremos cargos de Engenheiro de Internet das Coisas, Ciberpolicial, Nanomédico, Chief data officer, entre outros. É preciso ficar de olho nas tendências e se especializar para se manter e destacar no mercado de trabalho.

Os desafios a ser enfrentados

O líder da plataforma tecnológica de Computação Cognitiva no Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), Alan Godoy, fez uma relação de desafios futuros dessa área da tecnologia.

Segundo o especialista, a Computação Cognitiva é recente e está em fase experimental dentro das empresas. As corporações ainda não conseguem explorar todas as possibilidades que a Machine Learning é capaz de oferecer.

O primeiro desafio a ser superado é saber como as empresas ensinarão as máquinas de forma produtiva. É preciso resolver os problemas de small data para explorar todas as funcionalidades do computador.

Será necessário conhecer também as redes neurais profundas da máquina para que ela deixe de se basear apenas nas intuições, tentativas e nos erros, para ser capacitada para trabalhar com mais assertividade.

Outra necessidade é conseguir trabalhar as máquinas para que elas sejam capazes de captar os contextos e linguagens e se adaptar a cultura em que ela está inserida. Ou seja, ela também precisa lidar com o senso comum e interpretar gírias e sotaques, por exemplo.

Saindo do âmbito técnico, entramos na área da ética. Percebe-se que as máquinas precisam de muitos dados para funcionar. No caso das empresas, as informações dos clientes são primordiais para conseguir alcançar bons resultados e alavancar vendas. O problema se dá quando as empresas ultrapassam e ferem os limites de privacidade, por isso é preciso muito cuidado nessa parte.

Existe um termo chamado “preconceito de máquina” em que, muitas vezes, o computador toma decisões precipitadas e acaba levantando polêmicas no âmbito social. Um exemplo é a situação na rede social Twitter envolvendo o chatbot Tay, desenvolvido pela Microsoft. Em menos de 24 horas de funcionamento, ela se tornou preconceituosa, machista e transfóbica em seus comentários.

Percebendo os erros e as polêmicas geradas pelo sistema, a Microsoft pediu desculpa aos usuários, deletou os tweets gerados pelo chatbot e desativou o Tay para fazer reajustes necessários. A empresa afirmou que o bot só será reativado caso os engenheiros consigam encontrar uma maneira de evitar que Tay seja influenciada negativamente pelos usuários da rede social.

A Computação Cognitiva é uma das pontes para a transformação digital dentro das empresas. Quanto antes o seu negócio se adaptar à essa realidade, melhores serão as possibilidades de inovações e de vantagens competitivas.

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