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CAPEX x OPEX: qual a melhor modalidade para investir em equipamentos de TI?

CAPEX x OPEX: qual a melhor modalidade para investir em equipamentos de TI?

Toda empresa precisa investir em ativos para sustentar o seu negócio. Maquinário, veículos, infraestrutura de TI, entre vários outros. Para realizar esse investimento, a empresa pode optar por duas modalidades diferentes, que estão associadas diretamente à estratégia adotada.

CAPEX é uma sigla em inglês que significa Capital Expenditure, ou investimentos em bens de capital. Já OPEX (Operational Expenditure) representa as despesas operacionais. Em outras palavras, CAPEX representa a compra de um ativo, enquanto OPEX seria a contratação desse ativo como um serviço. 

Dentro do universo de ativos de TI via OPEX, existem basicamente três opções disponíveis no mercado:

  • Locação sem serviço;
  • Leasing operacional;
  • Outsourcing de TI.

Além disso, com algumas relevantes diferenças, outras soluções também podem ser consideradas ativos como serviço, como é o caso de soluções de cloud.

Como funciona cada opção: 

Na locação sem serviço ou no leasing operacional, a empresa aluga ou contrata os ativos de TI e ela própria se responsabiliza pela manutenção e gestão desses equipamentos ao longo do contrato, ou terceiriza essa função para outra empresa.

No caso do outsourcing de TI, a empresa contrata não somente os ativos ‘as a service’, mas também contrata uma camada de serviços embarcadas para manutenção, gestão, logística, disponibilidade do parque, entre outros pontos.

Capex ou Opex? Qual a melhor opção?  

Mas qual estratégia é melhor, CAPEX ou OPEX? Para responder a essa pergunta, é necessário avaliar alguns pontos importantes que podem variar de acordo com a estratégia da empresa.

Para analisar o aspecto meramente financeiro, a comparação fica principalmente entre contratação via CAPEX x Locação ou Leasing, que apresentam os custos usualmente mais baixos.

A decisão, nesse caso, cabe muito à orientação financeira da empresa, que leva em consideração o tipo de verba disponível para investimento, as taxas de aplicação, o endividamento da empresa, o fluxo de caixa, entre uma série de outras variáveis.

Já quando fazemos uma comparação entre CAPEX e Outsourcing de TI, entra a importância de se realizar um estudo de TCO (Total Cost of Ownership), que é o conceito de Custo Total de Propriedade.

Esse foi um conceito desenvolvido pelo Gartner na década de 80, e calcula o custo de um ativo em todo o seu ciclo de vida, levando em consideração não somente o custo do investimento inicial dele, mas também do seu uso, manutenção, gerenciamento e até descarte.

Percebe-se, então, que o custo de aquisição gira em torno de 25% do custo total que a empresa terá com aquele ativo durante toda a sua vida útil, mostrando ser mais vantajoso financeiramente realizar o outsourcing de TI do que a compra tradicional, em muitos casos.

Essa é a fórmula definitiva?

Dessa forma, podemos concluir que ao realizar um bom estudo de TCO encontraremos a resposta definitiva entre investimentos via CAPEX ou OPEX?

Não necessariamente.

Essa decisão pode ir muito além do TCO quando olhamos para a estratégia e visão de futuro da empresa. Sabemos que os recursos para investimento em CAPEX são limitados, portanto, o ideal é priorizar essa verba e encaminhar para aqueles ativos que irão proporcionar retorno direto para o negócio.

Estamos falando de uma empresa de logística investir em sua frota de caminhões, uma rede de clínicas de imagem investir em tomógrafos ou uma empresa agrícola investir em uma colheitadeira.

Deixar de investir em itens nesse sentido para comprar computadores ou demais ativos de infraestrutura de TI, nos casos citados, seria retirar do negócio a flexibilidade para se adaptar às diferentes necessidades e oscilações do mercado.

Quem hoje, em sã consciência, ainda compra impressoras, por exemplo? Há algum tempo, o outsourcing de impressão tornou-se o novo ‘normal’. Entende-se que fazer a gestão de hardware, insumos, calcular vida útil de cartuchos, retira energia e foco do time de TI. Melhor terceirizar para uma empresa especializada e orientar seus recursos humanos para pensar na inovação do seu negócio.

Já que falamos sobre inovação 

Esse é outro ponto importante quando comparamos CAPEX e Outsourcing de TI. As grandes inovações são idealizadas, fundamentadas e executadas por pessoas. Elas são a base do resultado de todas as empresas.

Qual o sentido de um banco, uma fábrica de alimentos ou uma rede de varejo ter em seu quadro de funcionários um técnico de microinformática pleno D? Qual carreira esse colaborador irá seguir em uma empresa que não tem a tecnologia como seu core business?

Não se pode desperdiçar esse tipo de recurso com atividades que não trazem resultado direto ao negócio. Quem fará a transformação digital de todas as empresas serão as pessoas. Mas isso não acontecerá se essas pessoas estiverem ocupando o seu tempo com atividades operacionais que as impedem de pensar no futuro.

No passado, houve um entendimento de que o outsourcing de TI poderia tornar as pessoas dessa área obsoletas, mas o que se percebeu ao longo do tempo é que os recursos de TI são cada vez mais indispensáveis para o negócio e para o desenvolvimento da companhia. Inclusive, acredita-se que os CEOs do futuro serão profissionais de TI, pois eles são os principais responsáveis por pensar e atuar na transformação digital das empresas e, por consequência, transformar os seus negócios.

Essa é uma realidade que não tem mais volta. Há não muito tempo atrás, um dos principais bancos do país se orgulhava em ter uma agência em cada cidade do Brasil. Qual foi a última vez que você esteve em uma agência bancária, salvo para sacar dinheiro?

A digitalização desse mercado transformou a experiência dos clientes e a operação mercadológica dos bancos. Outro forte exemplo é a Magazine Luiza, que investiu fortemente no mercado digital e cresce constantemente. Em breve, lançará um ‘super app’, no qual o cliente poderá pagar contas, contratar serviços de transporte, solicitar delivery de comida, recarregar celular, entre outros pontos. Certamente, essa revolução digital só foi possível a partir do momento em que as pessoas focaram na inovação e visão de negócios da companhia.

Para concluir, ao falar de ativos de infraestrutura de TI, entendemos que no século XXI não se discutirá mais entre realizar CAPEX ou OPEX, e sim, com qual parceiro se fará OPEX para terceirizar a TI.

Se for esse o seu caso, a dica é: contrate uma empresa que cuide muito bem daquilo que você está transferindo para ela. Se for um computador, que ela compre, prepare, entregue, ative para ao usuário, confira se está tudo de acordo com o ambiente anterior, atenda com tempo satisfatório em caso de problema, troque a máquina se for necessário, veja se a performance está atendendo ao longo de 3 ou 4 anos e depois garanta uma substituição por outra mais nova quando o ciclo real dela terminar.

Garanta também que os dados que estavam no equipamento não serão usados por ninguém. Contrate alguém que tenha experiência, que te diga as melhores práticas e não que você tenha que ensinar. Procure fazer a melhor compra, mas preocupe em contratar alguém que você transfira a dor de cabeça operacional e não que lhe crie outras, pior ainda já que você não tem experiência de resolver.

Por Tiago Miranda
Sales Director Microcity.

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