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Análise de impacto no negócio: Como identificar ameaças à continuidade da sua operação?

Análise de impacto no negócio: Como identificar ameaças à continuidade da sua operação?

A análise de impacto no negócio é uma ferramenta de gestão que permite identificar problemas e ameaças capazes de provocar interrupções das atividades da empresa e o planejamento de ações de respostas para garantir sua continuidade operacional.

 

Toda organização depende de inúmeros processos e atividades para manter suas operações, das menores empresas a grandes grupos multinacionais. Para mitigar riscos e prejuízos causados pela interrupção desses processos, a análise de impacto no negócio é uma das metodologias mais usadas.

A importância desse tipo de ferramenta pode ser subestimada quando a empresa está em pleno funcionamento, em um cenário ideal. No entanto, a diferença entre organizações sobreviventes ou falidas nos momentos de crise se mostra, exatamente, naquelas que se preparam melhor para o imprevisível.

Reuni neste artigo informações e dicas sobre a BIA, para que você entenda a importância de uma análise de impacto e saiba como implementá-la na sua empresa, se preparando para qualquer situação.

O que é Business Impact Analysis?

A BIA (análise de impacto no negócio, em português) é uma metodologia de gestão, utilizada para identificar o impacto que uma interrupção indesejada nos processos da empresa causaria. A definição desses impactos permite priorizar investimentos e ações de resposta, garantindo a continuidade dos negócios com o mínimo de prejuízo.

Ou seja, é uma forma de prever as consequências de possíveis interrupções para uma empresa, visando o desenvolvimento de estratégias para casos de emergência. Essa análise é realizada em cada setor da empresa, categorizando os processos de acordo com sua indispensabilidade para o funcionamento da atividade principal.

A análise de impacto no negócio permite que você trace parâmetros sobre os prazos requeridos para a recuperação de um processo indisponível. Ela também ajuda a identificar a periodicidade em que cópias de segurança de diferentes documentos devem ser feitas para evitar a perda de dados.

Para um mundo corporativo cada vez mais dependente da tecnologia da informação, a BIA é uma ferramenta crucial para nortear os procedimentos em casos de downtime e evitar a perda de dados ou prejuízos de outras naturezas, como financeiro, jurídico ou de imagem.

Por que a análise de impacto nos negócios é importante?

A máxima “prevenir é melhor do que remediar” deve ser levada muito a sério no mundo corporativo. Além do planejamento, que busca antever as circunstâncias de qualquer projeto a ser executado, um plano de contingência para os imprevistos inevitáveis também é fundamental.

Veja, como exemplo, a pandemia da Covid-19, que paralisou o mundo durante o ano de 2020 e ainda impõe suas consequências. Ninguém previa, em 2019, que tal impacto seria possível a nível mundial.

No entanto, as empresas que conseguiram se manter da melhor forma (e até mesmo crescer) foram aquelas que possuíam um plano claro para casos de emergência. Elas não precisaram improvisar, tomando decisões aleatórias ou arbitrárias, que provavelmente seriam menos eficazes. Mesmo em um cenário muito incerto e arriscado, elas sabiam o que fazer.

Quais os benefícios de se realizar uma análise de risco em ativos de informação?

Quanto tempo um sistema da sua empresa pode ficar fora do ar sem gerar prejuízos para a atividade principal? Quais são os riscos existentes se esse tempo é ultrapassado? Quais são as ações prioritárias no caso de uma interrupção em um dos processos da empresa?

Se existe uma resposta que atende a todas essas perguntas é: depende. O problema é que empresas não podem trabalhar com “dependes”. Por isso, a BIA visa especificar a resposta para cada uma dessas perguntas relativa a cada processo da empresa.

Para realizar a análise de impacto no negócio, é preciso coletar informações sobre cada processo e setor da empresa, categorizando e priorizando aqueles que são críticos para a realização da atividade principal.

O setor de TI tem aumentado exponencialmente sua importância dentro das empresas, tornando-se crucial, ainda que a tecnologia não seja o core business. Essa dependência aumenta a importância de se realizar uma BIA nos ativos da informação.

Redução de custos, tecnologia sempre atualizada. A gestão de ativos de TI só tem a ganhar com o outsourcing.

É fundamental saber o impacto de cada processo de TI nas atividades principais da empresa para planejar as ações no caso de uma interrupção. Em uma financeira, por exemplo, pode ser que uma falha em um banco de dados do RH por uma hora não afete tanto as atividades. No entanto, uma interrupção nas transações pelo mesmo período pode significar a falência.

Devido à grande dependência da tecnologia, ao implementar a metodologia BIA dos ativos de TI, é preciso tomar o cuidado de relacionar o ativo ou processo à atividade principal da empresa. Caso contrário, corre-se o risco de atender apenas às necessidades do setor de TI, mas não da organização.

Os impactos podem ser de grandeza diferente em relação ao departamento ou ao negócio e essas distorções na análise podem resultar em planos de contingência, de recuperação e de continuidade com eficiência comprometida ou prioridades deturpadas.

No caso da TI, o outsourcing vem sendo visto como uma grande solução para evitar a perda de foco no core business e facilitar a análise de impacto no negócio. Isso porque, delegando a tecnologia para uma empresa especializada, o negócio ganha eficiência, reduz custos e transfere o encargo da disponibilidade de recursos para a fornecedora.

Como fazer uma análise de impacto?

O ideal é que a BIA seja conduzida por um especialista ou um consultor. A primeira fase do processo, de coleta de dados, pode ser realizada entrevistando os gestores de cada setor ou fazendo com que eles se encarreguem de preencher os questionários.

Esse questionário deve listar possíveis causas de indisponibilidade e os níveis de impacto no negócio que o problema causaria. Esses níveis devem variar do dano mínimo ao cenário catastrófico de risco de falência.

Com as informações em mãos, é possível avaliar, além dos impactos e riscos existentes, os limites aceitáveis de perda de dados, os recursos necessários para a recuperação e o grau de dependência de fornecedores.

Por fim, a análise fornece os insumos necessários para a construção de um plano de continuidade de negócios. Esse plano prevê os procedimentos e investimentos necessários para a administração de crise, contingência, recuperação de desastres e continuidade operacional, em caso de emergência.

A análise de impacto no negócio é um importante recurso para a empresa que reconhece a importância de uma gestão estratégica, robusta e integrada.

Quer saber mais sobre o assunto? Leia mais sobre arquitetura de TI e saiba da importância de se desenvolver uma infraestrutura de alto desempenho.

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    Por:

    Tiago Miranda Moreira

    Diretor Comercial e Marketing da Microcity

    Soma mais de 16 anos na empresa Microcity, tendo ocupado cargos de gerência na área comercial. Atualmente, Tiago é Diretor Comercial, sendo responsável pela gestão das vendas e parcerias, e de Marketing da empresa Microcity. Ele é formado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com especialização em desenvolvimento de dirigentes e Marketing pela Fundação Dom Cabral (FDC).